O fim das revistas de papel

Esse é o tipo de coisa que todo mundo já previa ou esperava, o fim dos livros, revistas e jornais impressos. Mas, não consigo evitar a sensação de nostalgia sobre algo que fez parte ativamente da minha vida e de tanta gente, acredito que como os discos em vinil sempre terão os colecionadores e casas de venda especializada, onde será possível encontrar conteúdo atual  feito de uma forma antiga.
Apesar dos computadores, celulares e internet, apesar de minhas revistas e livros favoritos estarem disponíveis no formato digital, ainda não me ocorreu abrir mão de folheá-los e ler com paciência, sem me preocupar com as chamadas do facebook ou twitter na tela. Acredito que vou sentir falta dos fãs adolescentes com seus pôsteres colados nas paredes, característica dos anos 80/90/2000, das meninas ansiosas nas bancas de revistas, das próprias bancas de revistas hoje quase extintas e de todo o simbolismo que a mídia impressa tem representado nos últimos séculos.
O que me chamou a atenção para esse assunto foi o anúncio do fim da revista capricho, há tantos anos presente no mercado e na memória da gente, li que as próximas edições serão apenas em formato digital, porém apesar de todo o meu saudosismo isso não é de todo ruim se levar em consideração, menos lixo nas ruas, menos poluição e tudo mais... é interessante pensar que com todas as notícias ruins presentes diariamente em nosssas vidas, estamos evoluindo de alguma forma, pensando no nosso futuro e não apenas na praticidade das coisas sem medir as consequências disso e a história nos mostra que não medir as consequências, funciona como um suicídio a longo prazo especialmente em nosso amado Brasil.

(Maria Aline)

2 comentários

  1. acho que é inevitável né? :( mas que é triste, é.
    nossa, cresci lendo a revista capricho, fiquei triste também, mas fazia muuuuuitos anos que não comprava. é mais pelo que isso representa, né?

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  2. Sim, Cacá! Exatamente, é o que representa ;)

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