Me deixa

A Revista Marie Claire Brasil lançou uma campanha pela liberdade das mulheres de tomarem decisões sobre suas vidas sem nenhum tipo de julgamento ou condenação.
Uma mulher, deve ser respeitada sendo gorda ou virgem, aceita tendo nascido com pênis e aprovada amamentando em público. É isso que a campanha #MeDeixa, da revista Marie Claire, defende. Questionando “as brasileiras são donas dos seus próprios corpos?” e prezando pela liberdade individual, o projeto debate o direito das mulheres de tomarem decisões sobre suas vidas sem nenhum tipo de julgamento ou condenação. Da escolha da roupa ao tipo de parto: todas as decisões devem ser respeitadas. Na divulgação, famosas e anônimas contam sobre o preconceito que sofrem ou já sofreram. A revista ainda convida as leitoras a compartilharem suas experiências e causas na página do Facebook com as hashtags #MeDeixa e #NoMeuCorpoMandoEU.
Astrid Fontenelle
Aos 18 anos, a apresentadora fez um aborto e, recentemente, contou como foi o processo. Para a campanha, disse “não é uma situação fácil, mas às vezes é necessária”. O aborto é a segunda maior causa de morte materna no país e, por ano, mais de 850 mil mulheres se submetem ao procedimento, legal ou ilegalmente. Ao divulgar a foto de Astrid, a revista defendeu o fim da patrulha social e moral e disse que o problema é caso de saúde pública.
Sylvia Barreto
A jornalista e modelo plus size de 31 anos tem 105 quilos e pede a aceitação do seu corpo, que, além dos quilos, leva também suas vivências e histórias.
“Sempre fui gorda e cresci ouvindo todo tipo de piada – as pessoas são muito cruéis com os gordinhos. Sofri durante muito tempo tentando me adequar ao padrão de beleza. Mas cresci, amadureci e me aceitei. Foi uma libertação. Finalmente entendi que se sentir bonita não tem nada a ver com o que os outros pensam, mas sim com como a gente se sente. Eu me enxergo uma mulher linda e sexy. O corpo é meu e eu exijo respeito”.
Juliana Aurea
Igualmente às mulheres que desempenham sua vida sexual com vários parceiros, Juliana pede respeito. Aos 24 anos, a designer é virgem e quer que todos respeitem sua escolha sem pressão.
“Nunca transei. Nunca me apaixonei e não tenho vontade de transar só por transar. Não tem nada a ver com religião. Minha família e as minhas amigas me cobram arrumar um namorado, como se eu fosse infeliz ou frustrada sozinha. Não tem nada a ver! A decisão é minha. Parem de se preocupar com minha vida sexual. O corpo é meu e estou feliz assim”.
Camila Ribeiro
A modelo de 24 anos não nasceu sendo chamada no feminino. Mulher trans (indivíduo que nasce com genitália masculina, mas se identifica como mulher), Camila, no relato, conta sobre sua libertação e pede aceitação.
“Essa ideia de ser menina presa em um corpo de menino para mim não existe. Nasci em um corpo masculino e, embora tivesse traços delicados, isso não era algo que me diferenciava. Só na adolescência fui me reconhecendo no que era considerado feminino e aos 20 mudei de gênero. Foi um momento complicado e cheio de conflitos até eu entender o que realmente queria para mim. Mas hoje tenho certeza do que sou”.
Carolina Ferraz
A atriz, aos 46 anos, foi mãe pela segunda vez. Defensora da amamentação, Carolina quer amamentar em público sem olhares de reprovação.
“Amamentei minhas duas filhas com naturalidade. Se elas estavam com fome no meio de uma praça ou restaurante, por exemplo, dava o peito na hora. Existe algo mais natural do que uma mãe amamentar seu filho? Não entendo como isso pode causar incômodo ou chocar. As pessoas estão muito intolerantes”.

(via Revista Marie Claire e Bolsa de Mulher)

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