6 formas de usar as redes sociais a seu favor

As redes sociais e a autoestima dos usuários costumam ter uma relação complicada. Com a alta exposição, mesmo as pessoas mais confiantes às vezes acabam se questionando enquanto observam a vida perfeitamente selecionada de algum amigo, familiar ou figura pública.
Como nenhuma geração anterior, a atual tem a oportunidade de construir a própria imagem, ou seja, escolher como os outros a verão. E nesse processo, é comum que as pessoas se sintam pressionadas a manter as aparências.
Dora Góes, psicóloga do Programa de Transtornos do Impulso do IPq – Instituto de Psiquiatria da USP, explica que não há nada de errado em querer compartilhar os seus bons momentos nas redes sociais. Para ela, essa relação só se torna problemática quando a pessoa passa a precisar da aprovação virtual para sentir-se bem consigo mesma ou medir o seu bem estar a partir da comparação com o outro.
“Quando alguém começa a buscar a autoaprovação nas redes sociais, está dando sinais de que não obtém das relações pessoais aquilo que necessita. O problema nisso é que o espaço virtual não é capaz de melhorar a autoestima de forma duradoura, porque nele tudo é muito efêmero”, explica a psicóloga.
Viver fora desse mundo, entretanto, não é possível – e nem é a solução. A questão é aprender a se proteger dessa dependência emocional. Pensando nisso, separamos algumas dicas para ajudá-la a usar as redes sociais a favor da sua autoestima.

1- Entenda que aquela é uma versão da realidade
A comparação excessiva nas redes sociais pode ter consequências muito prejudiciais à autoestima. Dora explica que para encontrar uma forma saudável de usá-las é preciso tomar consciência de que as postagens não retratam a totalidade do outro.
“É normal que as pessoas usem as redes sociais para compartilhar as suas conquistas. O importante é entender que aquilo não representa a intimidade da pessoa, mas apenas uma versão da sua realidade.”
2- Tenha um objetivo ao usá-las
Mesmo com as melhores intenções, às vezes é inevitável observar a vida alheia nas redes sociais. Esse hábito não é necessariamente ruim, até que você comece a basear a visão tem de si mesma na comparação com os outros.
Para se proteger dessa relação nociva, é possível colocar um objetivo no uso das redes sociais. “Enquanto a pessoa fica conectada, ela deve pensar no que deseja realmente fazer naquele tempo”, explica Dora. Pode-se escolher ler algo, conversar com alguém ou se promover profissionalmente, por exemplo. Ter um objetivo aumenta as chances de você se sentir bem com o tempo online e evita o uso das redes apenas para comparação.

3- Reflita sobre o que realmente importa para você
Dora explica que é preciso tomar cuidado também com o que se está estimando nas redes sociais. Em um momento de grande valorização das aparências, é importante refletir sobre o que realmente importa para você.
“Buscar o próprio bem estar nas aparências é uma grande armadilha, pois você nunca irá realmente encontrá-lo assim. Por isso, é importante parar de olhar para o outro e entender as suas possibilidades, o que lhe faz bem de verdade”, explica.

4- Mantenha alguns momentos privados
Para se proteger, é importante aprender a separar a vida pessoal da pública e reservar alguns dos seus momentos apenas para você. Reflita sobre quais informações deseja preservar. Esse recurso diminui as chances de exposição excessiva, aumenta a sua segurança e evita que você se sinta vulnerável frente a opinião dos outros.

5- Não se importe tanto
Tire de si mesma a pressão de registrar e postar cada momento, de opinar sobre tudo ou construir a sua imagem a todo momento. Entender as redes sociais apenas como uma ferramenta e não como o seu objetivo final ajuda a aliviar a tensão.

6- Desligue-se de tempos em tempos
Para encontrar o equilíbrio em suas relações com as redes sociais, é importante dar pausas e desconectar-se. Dar um passo para trás, pode lhe ajudar a avaliar como elas realmente impactam a sua vida – especialmente se você as usa em excesso.

“É importante reservar parte do seu dia para fazer outras coisas que a fazem bem, longe das redes. Quebrar esse padrão de uso é ainda mais importante para uma pessoa que está com a autoestima baixa”, explica Dora. Nesse processo, pode ser interessante deletar alguns aplicativos ou acionar um despertador.
Esses momentos podem ajudá-la a perceber se a sua aceitação pessoal está muito ligada à aprovação virtual e se isso está lhe afetando. Se perceber que essa relação se tornou prejudicial, pode ser a hora de procurar a ajuda de um profissional.


*Com informações do texto “5 maneiras de usar as mídias sociais para aumentar a autoestima”, da psicológa Sarah Seung-McFarland. via Finanças Femininas

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