Amor próprio não é narcisismo

Amor próprio tem a ver com exercitar suas escolhas, independentemente do que outros ou outras pensem ou digam. Amor próprio tem a ver com seguir seu contentamento, mesmo que ele seja considerado tolo ou fútil por quem não habita o seu corpo e nem conhece o interior de sua alma. Amor próprio é saber que, a despeito de tendências, ou de probabilidades, ou, ainda, das estatísticas que apontam que ir pelo caminho da direita é mais seguro, ou conveniente... É saber que o seu, ah!, o seu - o seu é o caminho da esquerda, e é caminhar por este caminho mesmo que poucos, ou nenhuns, caminhem contigo.
Porque você sabe o que te move, e ninguém mais. Porque você conhece o que existe dentro do teu coração. Se engana quem pensa que é necessária beleza física para que o amor próprio exista - por mais que eu NUNCA tenha conhecido alguém que se ama de verdade e seja feio; vejam bem, o amor próprio traz com ele uma harmonia ímpar, que não tem nada a ver com esteriótipos ou ícones.
Tem a ver com um contentamento que transborda pelos olhos, pelo sorriso, pelas orelhas até. É como se cada poro da pele sorrisse a beleza que se sabe que existe do lado de dentro dos limites do corpo. Não tem nada a ver com magreza, ou com gordura, ou com dentes tortos ou brancos, com cabelos hidratados, com ser careca, com ser alto ou baixo - que isso é a tridimensionalidade nos distraindo de ser quem somos.
Amor próprio tem a ver com respeitar as próprias escolhas e fazê-las conscientemente. Que, se não, a vida é perdida. Que, se não, a vida é vazia. Que, se não, a vida não é vivida: é sobrevivida.

(Flavia Melissa)

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