Avalon: A ilha mística

Abadia de Glastonbury - Local do antigo cemitério no qual em 1191 os monges cavaram para encontrar o túmulo de Arthur e Guinevere.
Avalon ficou conhecida através das lendas sobre o rei Arthur, seria uma ilha mística onde viviam mulheres e druídas, conhecidos por seus conhecimentos sobre ervas, natureza a até magia, também teria sido ali que foi forjada a famosa espada excalibur. Outras histórias dizem que José de Arimatéia teria levado para ilha o Santo Graal.
Alguns estudiosos acreditam que Avalon é atualmente Glastonbury, hoje muito conhecida pelo festival de música.
Em torno de 1190, quando monges da Abadia de Glastonbury alegaram ter descoberto os ossos de Artur e sua rainha. É no trabalho de Giraldus Cambrensis que encontra-se a primeira conexão:
“ O que agora é conhecido como Glastonbury foi, em tempos antigos, chamado de Ilha de Avalon. É praticamente uma ilha, pois é completamente cercada por pântanos. Em galês, é chamada de "Ynys Afallach", o que significa Ilha das Maçãs uma vez que esta fruta cresceu em grande abundância. Após a batalha de Camlann, uma nobre chamada Morgana, mais tarde, a governante e padroeira da região e com uma estreita relação de sangue com o Rei Arthur, o levou para a ilha, agora conhecida como Glastonbury, a fim de que seus ferimentos pudessem ser cuidados. Anos atrás, a região também tinha sido chamada de "Ynys Gutrin" em galês, que significa a Ilha de Vidro, e destas palavras, os saxões invasores depois inventaram o nome do local "Glastingebury".
Dizem que no ano de 1191 os corpos de Rei Arthur e sua rainha foram encontrados no lado sul da Lady Chapel. Em 19 de abril de 1278, seus restos mortais foram removidos na presença do rei Eduardo I e da Rainha Eleanor, para uma tumba de marfim negro, neste lugar. A tumba sobreviveu até a dissolução da Abadia, em 1539.
A montanha Tor
Na ficção histórica As Crônicas de Artur de Bernard Cornwell, parte da trilogia sobre a saga arturiana, o autor dá um outro nome a Avalon, Ynys Wyndryn, porém ele mesmo também cita Ynys Mon em sua narrativa de ficção histórica que mistura pesquisa histórica e lenda.
Ynys Wydryn (Ilha do Vidro), ou Avalon, era em termos lendários o local onde vivia Merlin juntamente com Viviane, que era grã-sacerdotisa e tia de Arthur, onde era possível utilizar a magia.
Avalon era o lugar onde os druídas passavam o conhecimento antigo de geração em geração, se aprendia o conhecimento da religião antiga o druidismo, sendo Merlin que construíra Tor, uma torre onde vivia e guardava todos os seus memoráveis e quem sabe mágicos tesouros.
A Senhora do Lago é designada como autoridade máxima da ilha, e Artur era filho do rei Uther Pendragon, que no passado, era seguidor da crença da Deusa, como também a mãe de Artur, Igraine. Arthur faz um pacto de reacender a crença da Senhora do Lago para que com o passar do tempo ela não se apagasse.

História semelhante a série de livros As brumas de Avalon onde também não temos finais necessariamente felizes... Aqui a ilha é descrita como de acesso tranquilo através de um lago, podendo os menos atentos se perderem e terminarem por entrar no País da fadas onde o tempo é bem confuso. Com o tempo e os seguidos erros de Arthur os caminhos tanto para Avalon como Camelot vão sendo tomados pelas brumas. Morgana chega a comentar que quem buscar por Avalon vai sempre encontrar o caminho através das brumas.
Interessante falar sobre Morgana Le Fay, está presente em todas as lendas e histórias sobre o Rei Arthur, mas somente nos cinemas e séries é retratada como vilã. Nos livros e lendas ela é sucessora de Viviane a Senhora do Lago, responsável pela Ilha, e meia irmã do rei, sem maldades aparentes.
Todos os anos muitos místicos, seguidores de antigas religiões ou só curiosos, visitam a região onde teria sido Avalon, buscando encontrar um pouco da magia citada nos livros e lendas, mas a existência da ilha e seus personagens continua sendo um mistério.

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