Orgulho de ser

Quando você perde o orgulho de ser quem é, perde tudo. É mais do que autoestima, é a sensação de ser útil para qualquer coisa de alguma forma. A impressão é que não existe, texto, filme, conselho, super amigo que possa dizer algo que realmente faça alguma diferença. Algumas batalhas precisam ser vencidas sozinhas, a questão é que nem sempre existe disposição ou forças pra isso. O equilíbrio das pernas que tem vontade de levantar só depende do próprio corpo, olhe para trás e guarde bem na memória tudo o que viu, que seja então essa a última vez que precisa virar a cabeça pra lembrar tudo que passou até aqui, certeza que não tem apenas perdas lá, todo mundo é mais forte e capaz do que pensa, como tudo na vida, isso também vai passar! Não é fácil levantar todos os dias de cabeça erguida nesse mundo que é pura bagunça quando se trata do real valor de ser quem se é, e ter orgulho disso, mesmo que não tenha toda a sua capacidade publicada por aí. Não é fácil seguir em frente, mas é necessário. Enfrente.

Estacionado no passado

Vamos falar sobre pessoas que idealizam as suas vidas baseadas no que foram, em tudo que tinham, o que perderam, os momentos que hoje vivem apenas nas lembranças, mas elas insistem em trazer de volta. É triste. Precisamos ter consciência que a vida está unicamente no presente, não tem como sentir de verdade quando a vida não está acontecendo! Quando tudo se baseia em lamentar o que não somos mais, não tem jeito de ser feliz, não tem como seguir em frente porque estacionamos em um ponto e não saímos mais de lá. Não há crescimento, não há evolução, não há sucesso, fazendo os que estão a nossa volta infelizes por nos ver assim, eternamente no passado, eternamente lamentando o que NÃO EXISTE. O passado não existe. O que você tem é o AGORA, apenas isso. O melhor é levantar e viver, antes que futuramente tenha reais motivos para se entristecer por isso.

Eu não sou um homem fácil

Vamos começar esclarecendo alguns pontos:
*Não é um filme feminista
*É uma comédia
*Mais interessante para os homens, mas vale muito a pena ser visto por mulheres.
Dito isso, vamos começar! O filme original da netflix, é baseado é um curta metragem francês de mais ou menos 10 minutos, chamado "Maioria Oprimida", onde mostra a rotina de um homem que vive numa sociedade dominada por mulheres e passa todos os "perrengues" possíveis por ser o "sexo frágil", até um pouco pesado por retratar o que seria na verdade o cotidiano de uma mulher, quando acaba topando com homens do tipo escroto nas ruas.
Já o filme pega bem leve, como mencionei, é uma comédia que exagera nas situações, algumas mais comuns do que a gente gostaria. Um cara desses que fazem piadinhas para as moças que passam na rua, bate a cabeça e acorda numa sociedade invertida, que seria nada mais do que as mulheres fazendo tudo o que os homens fazem na realidade como a conhecemos, inclusive subjugando o sexo oposto, nesse caso, os homens. Ele se vê desvalorizado no trabalho, outdoors com homens fazendo propagandas sobre cremes, lingeries, estamos acostumados a ver mulheres seminuas por toda parte, no filme são os homens, mulheres que contabilizam suas conquistas, andam sem camisa e por aí vai... Sinceramente algumas coisas estão tão enraizadas na nossa mente, que vendo o filme notei que tinha pouca noção do quanto é gigantesca essa ideia de "homens dominam tudo"sabe, é mesmo impressionante perceber que sim, o mundo é feito para os homens. A história, a religião, até as propagandas, o mais triste é ver a quantidade de mulheres que não enxergam nada de errado e o pior, culpam outras mulheres quando alguma coisa sai dos eixos.
(SPOILER) Mas, o final do filme faz pensar sobre qual seria a solução, que é exatamente o que prega o feminismo: na última cena Alexandra acorda na sociedade como a conhecemos bem atordoada, vê a sua volta o mundo ao contrário do que ela conhece, até que encontra uma manifestação feminista e Damien chama por ela do outro lado da rua. Ou seja, nem um mundo dominado por homens, nem um mundo dominado por mulheres, a solução está no meio, simplesmente a resposta para tudo: IGUALDADE.

Sinopse: Damien (Vincent Elbaz) é um homem que trabalha e tem um cargo bom, é admirado pelo chefe, tem um comportamento desrespeitoso em relação à mulheres e acha que é “a última bolacha do pacote”. Mas tudo muda quando bate a cabeça em um poste. Ao acordar, o mundo está diferente. Demora um pouco para notar que nesse novo lugar as mulheres é quem estão no topo da “cadeia social”. Um machista inveterado prova de seu próprio veneno ao acordar em um mundo dominado por mulheres, onde entra em conflito com uma poderosa escritora.



Não temos tempo a perder

A gente costuma ter uma mania boba de acreditar que somos eternos, vivemos como escravos do tempo, mas não entendemos o real significado das horas passando. Deixando tudo para depois, as conversas, as confissões, as alegrias, as declarações e até mesmo as atitudes que podem melhorar tudo ao nosso redor. Fiz um curso online curtinho que terminava com a seguinte reflexão: e se você tivesse só mais um ano para viver? O que mudaria na sua vida, nos seus relacionamentos? Que significado daria aos acontecimentos cotidianos? Daria importância para essas birras adultas, briguinhas e fofocas? Será mesmo que precisamos de uma doença grave ou a perda de alguém importante para mudar nosso olhar sobre a vida? Não sabemos se teremos apenas mais um ano, ou cinquenta anos e é justamente esse fato desconhecido que devia nos fazer valorizar o tempo, que não volta, que não tem hora extra, nem bônus. Viva da maneira que acredita, confie nas suas decisões, realize o que passou anos sendo apenas planos, pense sobre a grande importância da sua vida e o que realmente vale a preciosidade do seu tempo.

As revistas e os anos 90

Laura Bailey para Loreal. Revista Claudia, Janeiro 1998
Quando eu tinha 13 anos vi essa propaganda em uma revista, lembro de ter achado a modelo tão perfeita que recortei a foto dela e guardei em uma pasta por alguns anos, me pareceu tudo tão surreal que tive que guardar. As revistas naquela época nos ditavam muitas coisas, hoje não sei se eram apenas vitrines ou se elas mostravam o que deveria estar nas vitrines. Os nossos cabelos, a forma "correta"de usar roupas, acessórios, qual modelo de sapato usar, para não ficar de fora, não tinha outro jeito, era assim e pronto, quem ousava ser um pouquinho diferente, ou iria parar nas capas de revistas ou seria totalmente excluído de qualquer coisa. Imagino como deviam se sentir as editoras de moda, meio deusas talvez, ditando o comportamento de milhões de pessoas.

Não lembro de ler sobre direitos das mulheres, talvez alguma coisa sobre adaptar a moda ao seu próprio estilo, porque personalidade devia ser algo importante, sem gordinhas nas capas, pouquíssimas afrodescendentes, víamos personagens gays nas novelas, mas não discutíamos sobre isso, não sei se por naturalidade ou preconceito velado. Falar sobre a tal ditadura da beleza ainda era tabu, me pergunto como tantas questões demoraram uma eternidade para serem discutidas, mesmo depois da liberdade dos anos 70 e 80 e a então era moderna que acreditávamos ser os anos 90. Claro que muitos só lembram das coisas positivas, como a liberdade das brincadeiras, os relacionamentos mais estreitos, as conversas cara a cara e apesar da TV e revistas de moda a aparência não era uma missão na vida por assim dizer.

Atualmente tanto as revistas quanto suas editoras são engajadas e ativistas quando se trata de posicionamento social das mulheres, suas lutas por direitos iguais e respeito, moda sustentável, todos esses preconceitos ridículos que alguns ainda nutrem na sociedade agora regida pelas redes sociais. Ainda leio revistas, os fãs clubes são grupos de seguidores online e se intitulam "fandom", a moda ainda é um império, mas esse império hoje cultua a autenticidade de estilos e personalidade, as celebridades não precisam estar na TV, só precisam que seus seguidores sejam medidos por "K", as revistas estão cada vez menos disponíveis em versões impressas, suas editoras disputam espaço com as "fashion bloggers" e os quartos adolescentes não são mais cobertos de pôsteres.
Eu costumava colecionar revistas, mesmo que tivessem meus artistas favoritos nas capas, sempre gostei da forma como abordam vários assuntos, algumas vão de moda à culinária em três páginas, passando por fotografia, viagens, jardinagem, música, cultura, crônicas... Sim, posso encontrar tudo isso na internet, adoro o google, mas talvez seja dessas "das antigas"que volta e meia tem uma recaída e bate a nostalgia de sentir um mundo de possibilidades nas mãos, também sou assim com os livros, mas deixa esse para outro post.