O Resgate do Sagrado Feminino

Muito tem se ouvido falar sobre o Sagrado Feminino, parece que houve uma explosão sobre o assunto que está em toda parte. Chegou a mim de uma forma bem natural, só então depois de algum tempo soube que esse resgate da essência feminina, respeito ao corpo, autoconhecimento e busca pelos saberes ancestrais tinha um nome.
É preciso esclarecer que não está ligado a nenhum tipo de religião, crenças, cultos ou qualquer dessas coisas. É um estilo de vida, onde as mulheres procuram entender seus corpos, suas emoções, sair dos padrões de estética, comportamentos sociais que lhe causem qualquer desconforto, respeito a natureza e de certa forma conseguir enxergar como tudo é cíclico. Tanto nós, quanto todo o resto a nossa volta.
Muitas das mulheres que adotam esse estilo de vida, param de tomar anticoncepcionais, justamente por conhecer melhor seu corpo e seus ciclos e não verem mais necessidade para tal. Se sentem mais conectadas com a natureza, dessa forma adquirem um respeito absoluto em relação a tudo o que isso envolve, inclusive a alimentação, buscando por meios mais sustentáveis de viver, desistem dos absorventes tradicionais, optando pelos feitos de pano ou o coletor menstrual.
É interessante também observar como as mulheres que passam a viver esse Sagrado Feminino se auxiliam, por assim dizer, a maioria de chama de irmã, hermana ou mana mesmo, não existe uma competição, coisa atribuída as mulheres há tanto tempo, elas se ajudam, se respeitam, não se julgam entre si. A busca pelos tão comentados saberes ancestrais, é o resgate da essência feminina, como as mulheres de antigos povos (incluindo indígenas de várias origens) se comportavam, se relacionavam com a natureza, instintos, com os seus ciclos menstruais, emocionais em todas fases da vida.
Ao contrário do que muita gente posta na internet, esse estilo de vida não se limita a saias longas e coroas de flores, claro, algumas mulheres escolhem seguir dessa forma e tudo bem. Mas muitas delas seguem com suas rotinas de trabalho, família e amigos sem maiores questões, o que muda pra elas é a alimentação e o consumo consciente, o entendimento do seu corpo, seus ciclos, o respeito a si mesma e a terra em que vivem. Por mais que ainda tenha gente negando, a mulher nos últimos séculos tem sido minimizada de um jeito revoltante, sinceramente, mal consigo ver filmes ou livros de época onde as mulheres são subestimadas, silenciadas, subjugadas em suas atitudes, falas, comportamentos...
Então o Sagrado Feminino vem como um resgate mesmo, de toda a essência de ser mulher, se aceitando, sem estereótipos, sem crenças limitantes, sem aquela conversa de que mulheres quando em grupos fazem intrigas entre si, sem competições, somente uma irmandade, que muitas vezes são de desconhecidas dispostas a se ajudarem, dispostas a crescer de forma mútua.

Segue um trecho de um artigo da revista Glamour sobre o assunto:

O Sagrado Feminino é uma filosofia, um estilo de vida que promove ensinamentos sobre aspectos físicos e mentais da figura feminina. É a consciência dos ciclos femininos (como o da menstruação), da capacidade de criação e acolhimento (gestação) e da força da mulher. É a reconexão consigo mesma e a harmonização de tudo isso com a natureza.
É o despertar da consciência, a apropriação do corpo em sua totalidade, a libertação de padrões da sociedade, a conexão com a natureza e a transformação da maneira como se vê e como age com outras pessoas.

Nenhum comentário

Postar um comentário