Para ler no futuro: Maio 2018

Parece uma bola de neve que nunca acaba, assim se pode definir as notícias ruins atualmente, especialmente no que se refere a política, é até estranho, tenho a sensação que nesses pouco mais de 30 anos de vida o roteiro no quadro político do Brasil é sempre o mesmo, com todo o povo tendo consciência do descaso dos engravatados de Brasília e as coisas continuarem iguais, no nosso caso pior. Os responsáveis pelas leis, só aprovam as que protegem e beneficiam a si mesmos. Enquanto isso continuamos aqui assistindo diariamente com tristeza e vergonha, os escândalos sobre as corrupções cada vez mais descaradas e maiores, gente sofrendo com a precariedade da saúde, segurança e não consigo palavras para descrever o que acontece com a educação.
Na Venezuela um país vizinho, a falsa democracia mascara a miséria que o povo de lá está sendo submetido, o atual presidente afundou o país de um jeito, que as pessoas estão fugindo pro Brasil, numa quantidade gigante, aliás parece que isso de ser obrigado a abandonar o próprio país em busca de sobrevivência está se tornando mais comum do que até mesmo os jornais gostariam. É doloroso imaginar que uma multidão deixa família, amigos, costumes e idioma pra trás para simplesmente conseguir sobreviver. E ainda mais triste ver outra pequena multidão de gente com poder pra resolver isso ou pelo menos abrandar a situação, ignorando essas vidas por causa de religião, dinheiro e política.
Na semana passada um prédio desabou com um incêndio, pessoas morreram e a notícia ainda circula, era um prédio teoricamente abandonado, mas abrigava muita gente que não tinha condições de uma moradia melhor. Falam de movimentos sociais, de gente que cobrava aluguel, falam sobre a prefeitura da cidade, só não falam das vidas que se foram ou porque estavam morando ali, como se pobre tivesse menos valor, semana que vem a notícia vai ser outra, outro escândalo, outra propina, outro famoso instantâneo, quem sabe!?
E nós, gente comum, seguimos nossas vidas como podemos, estudando, trabalhando, pagando as contas e rezando para que um dia tudo isso se acalme, nós os anônimos que sustentamos indiretamente tudo isso, dando nosso ibope, calando a nossa voz, limitando as nossas atitudes e tantas vezes propagando o que nos faz continuar na bola de neve. Podemos fazer pouco, é verdade, mas ainda é melhor fazer pouco, do que fazer nada.

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