Sobre se desconstruir

Já escrevi muito sobre a importância de ser você mesmo, não usar máscaras sociais de comportamento, assumir os próprios gostos, a própria personalidade, mas na prática não é tão simples. Quando decidimos nos assumir, por assim dizer, precisamos olhar para dentro e descobrir o que vem de nós mesmos, das nossas escolhas e o que vem de fora. Do que você gosta de verdade e não o que te disseram que era bom ou te faria bem, quem você decidiu ser e não o que te mostraram mais conveniente, a sua verdadeira personalidade e não da pessoa famosa ou da amiga popular. Os seus medos são reais mesmo? Ou será que vem dos pensamentos plantados há um tempão que insistem em te torturar? Aí percebi a necessidade de desconstrução de quem eu acreditava que era para quem realmente eu sou. Muitas vezes me peguei vendo filmes, ouvindo músicas que costumava gostar, só para ter certeza que não me perdi no caminho. Descobri há poucos dias que minha cor favorita não é mais azul, que prefiro meus cabelos curtos e dizer que não gosto de algo mesmo contrariando algumas pessoas, é libertador. Sinceramente nunca me encaixei em nenhum grupo, único estilo de vestir ou qualquer coisa assim, passei anos me espelhando em uma de infância, porque achava o máximo seu jeito de ser, de vestir, de ser ela mesma, mas não era eu. Sempre busquei em personagens dos filmes ou livros referências para minha personalidade, hoje consigo ver que podemos admirar muita gente, mas não é saudável ser eles. Somos únicos e isso é incrível. Tem muita gente que escreve melhor que eu, talvez eu nunca vá vender milhares de livros, mas nenhum deles vai fazer do meu jeito e para mim já significa muito, o bastante para eu continuar a escrever. Só existe liberdade quando você assume ser, quem é de verdade.

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